
Pós-Bariátrica
Pós-Bariátrica
A cirurgia bariátrica geralmente proporciona reduções sustentadas do índice de massa corporal (IMC). No entanto, a pele flácida remanescente serve como uma lembrança da obesidade anterior do paciente. O contorno corporal pós-bariátrico tem como objetivo corrigir isso e restaurar uma sensação de normalidade.História
A medicina moderna teve a capacidade, a coerência e a responsabilidade de identificar a obesidade como uma doença sistêmica. Devido à grande quantidade de riscos associados e ao seu enorme peso social, a obesidade é considerada uma das piores crises de saúde mundial. Seu tratamento é multidisciplinar, e seu foco principal é a reeducação alimentar e dos hábitos do paciente. No entanto, o pilar do tratamento nos casos de obesidade mórbida é a cirurgia bariátrica. Ela surgiu em 1954 com o desvio jejunoileal ou bypass intestinal, com o propósito principal de reduzir o peso dos pacientes refratários ao tratamento médico. Desde então, evoluiu rapidamente para se transformar em um procedimento menos invasivo e seguro.
As perdas significativas de peso em curtos períodos fazem com que se percam as reservas de gordura subcutânea, levando à flacidez. Essa flacidez, embora melhore com tratamentos não invasivos, não é totalmente resolvida na maioria dos casos. O tratamento desses excessos de pele exige que o paciente e o cirurgião façam ajustes para, como um bom alfaiate, ocultar a cicatriz e obter resultados estéticos.

Indicação
Sem dúvida, a indicação correta é a chave do sucesso do tratamento. Cada área corporal deve ser avaliada individualmente, e o paciente deve entender que, na maioria dos casos, poderá precisar de mais de um procedimento. Outro ponto fundamental é compreender a presença de cicatrizes. A cirurgia só pode ser discutida após seis meses com peso estável e em um estado nutricional ideal, com a suplementação adequada. A palavra-chave da indicação cirúrgica é remodelar; esta é uma missão que deve ser abordada com trabalho em equipe e disciplina.
Técnica
Embora a técnica dependa muito da área corporal, de modo geral o que se realiza é uma dermolipectomia (retirada de pele, tecido celular subcutâneo e gordura). Cada área a ser tratada deve ser preparada previamente para garantir que não seja retirado tecido nem a menos nem a mais. Recomenda-se não tratar as extremidades simultaneamente; ao tratar o abdômen, geralmente é necessária uma plicatura da musculatura abdominal. A utilização de placas de silicone ajuda a deixar uma cicatriz mais estética.
Tipos
Existem diferentes tipos de desenhos e formatos para a retirada do tecido excedente. O uso de moldes muitas vezes facilita o trabalho. Em nossa experiência, cada ajuste deve ser milimétrico, e precisamos dizer que alguns pacientes necessitam de revisões.

Cuidados
Uma das principais complicações deste procedimento são as infecções locais, pois muitas vezes, com a intenção de esconder a cicatriz, o corte é realizado em áreas de dobra, como a axila e a região inguinal. Outra complicação relativamente comum é a deiscência da sutura, particularmente frequente em pacientes que não têm controle nutricional adequado ou que não mantêm o repouso recomendado.
Estas informações são orientativas. Cada procedimento requer uma avaliação médica individual. Os resultados variam de uma pessoa para outra.
