
Abdominoplastia
Abdominoplastia
A abdominoplastia é uma operação que consiste na remoção do excesso de pele e gordura abdominal e na correção da flacidez muscular. Esta situação de excesso de pele e relaxamento da parede abdominal costuma ocorrer em pacientes que tiveram aumento de peso seguido de perda, ou em mulheres que passaram por várias gestações. A abdominoplastia proporciona um abdômen mais plano, mais firme e uma cintura mais estreita. A intervenção é realizada sob anestesia geral, com uma incisão acima dos pelos pubianos que se estende em direção aos quadris. A pele do abdômen é liberada e, se necessário, os músculos abdominais são reforçados com suturas. A pele excedente é tracionada para baixo e removida. Após a operação, o paciente usará uma cinta especial, reforçada com uma bandagem, de acordo com cada caso. As cicatrizes ao redor do umbigo e na parte inferior do abdômen melhorarão com o passar do tempo. No entanto, em alguns casos, é necessário realizar uma revisão da cicatriz com anestesia local. Mais do que em qualquer outra intervenção de Cirurgia Estética, vale a frase: «o cirurgião faz a sutura e o paciente, a cicatriz». Entre as complicações possíveis, embora raras, está a perda de vitalidade (necrose) da pele situada acima do púbis, que pode exigir um tratamento pós-operatório mais prolongado. Também podem surgir seromas e/ou hematomas que precisem ser drenados.
História
Conhecida mundialmente como tummy tuck, esta cirurgia é o carro blindado da cirurgia corporal. No início, a técnica era praticada como uma paniculectomia, e a primeira foi relatada por Kelly em 1899. Posteriormente, Torek e Passot regulamentaram e documentaram melhor o procedimento, permitindo o descolamento e a preservação do umbigo. Após publicações de grandes especialistas e tentativas de melhorar a técnica, o Prof. Pitanguy publicou, nos anos 60, uma casuística de 300 casos do método, ao qual acrescentou uma plicatura da bainha dos músculos retos abdominais. Desde essa época, outros autores apresentaram modificações na técnica: Regnault, Avelar e Pontes, entre outros, modificaram a fixação do umbigo e o tamanho da cicatriz. Anos depois, Solamo, em 1949, e Gonzalez-Ulloa, em 1959, prolongaram a incisão de forma circular em direção às costas, criando uma incisão em cinturão.

Indicação
Os melhores candidatos são homens ou mulheres em boa forma e com o peso controlado, mas com acúmulo de gordura na barriga ou pele flácida. Isso é particularmente comum em pacientes com gestações na puberdade e gestações múltiplas, pacientes com grandes perdas de peso e pacientes com traumas abdominais graves, entre outros casos. Os pacientes que pretendem se submeter a este procedimento devem passar por avaliações psicológicas e exames médicos cardiovasculares rigorosos.
Técnica
Embora existam diferentes técnicas, a abordagem convencional continua sendo uma das cirurgias mais realizadas. Com a paciente sob anestesia geral ou regional, é feito um corte na região pubiana em direção aos ossos do quadril. Em seguida, realiza-se um amplo descolamento entre a gordura e o músculo, para liberar o bloco de pele e tecido adiposo até o início do abdômen, a “boca do estômago” (apêndice xifoide). O umbigo permanece inserido, mas é contornado por uma abertura na pele. Depois, é feita uma aproximação das duas bordas da bainha de cada músculo abdominal para corrigir a flacidez muscular (diástase). Com a paciente semissentada, realiza-se uma tração em direção distal para calcular o nível de ressecção e a união adequada, borda a borda. O umbigo é exteriorizado, abrindo a pele e retirando o tecido adiposo de forma circular.
Tipos
Atualmente, existem variantes da técnica, assim como associações com outros procedimentos. Sem dúvida, a evolução da técnica proporcionou ajustes para oferecer melhores resultados. Zinder descreveu uma incisão horizontal ao nível do umbigo. A chamada miniabdominoplastia é uma variante reservada a pacientes com flacidez somente na parte inferior. O uso de lipoaspiração e suturas na fáscia são associações que potencializam os resultados e acomodam a pele.

Cuidados
Claramente, este é um procedimento de grande porte, portanto os cuidados devem ser rigorosos. A atenção aos detalhes e um bom planejamento, com avaliações laboratoriais, cardiovasculares e anestésicas, são essenciais. Fotografias, simulações e medidas, entre outros recursos, fazem parte do arsenal para garantir um bom resultado. O repouso, o uso de cintas modeladoras e as massagens pós-cirúrgicas são elementos obrigatórios para uma evolução adequada; medicamentos anti-inflamatórios e uma boa alimentação garantem uma boa recuperação. O retorno às atividades deve ser gradual e cuidadoso e, na maioria dos casos, é necessário o uso de drenos.
Estas informações são orientativas. Cada procedimento requer uma avaliação médica individual. Os resultados variam de uma pessoa para outra.
