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Implantes Mamários

Implantes Mamários

Um implante mamário é uma prótese utilizada para modificar o tamanho, a forma e o contorno do seio de uma pessoa. Na cirurgia plástica reconstrutiva, os implantes mamários podem ser colocados para restaurar uma mama com aparência natural após uma mastectomia, corrigir defeitos congênitos e deformidades da parede torácica ou, esteticamente, aumentar a aparência do seio por meio de uma cirurgia de aumento mamário.

História

A história dos implantes mamários é o exemplo mais sólido de como a ciência e a medicina formam um casamento perfeito. Ao estudar a evolução deste procedimento, vemos que a primeira mamoplastia de aumento foi relatada em 1895 por Czerny, que transferiu um lipoma (tumor benigno de gordura) para corrigir um defeito de volume. A rápida evolução da técnica é resultado do esforço da ciência em combinação com a medicina.

No início de 1950, começou o uso de materiais injetáveis, como parafina, óleos e derivados de petróleo, com resultados distantes dos desejados. Em 1963, Cronin e Gerow desenvolveram o uso de gel de silicone contido em um invólucro de elastômero de silicone, com resultados adequados. A partir desses trabalhos, a empresa Dow Corning fabricou a primeira geração de implantes em 1964 e 1968. Em poucos anos, em 1972, o invólucro foi modificado, tornando-se significativamente mais fino e diminuindo o índice de complicações. Nessa época, foram fabricados os primeiros implantes com o invólucro modificado e preenchidos com solução salina (soro).

Em 1980, surgiu o implante com cobertura de poliuretano, em resposta ao problema constante da contratura capsular. Entre 1998-1999, foram publicados vários trabalhos com suporte estatístico, orientados pela medicina baseada em evidências, que demonstraram não haver associação entre a utilização de implantes de gel de silicone e o desenvolvimento de câncer ou doenças autoimunes.

Implantes Mamários

Indicação

Uma das cirurgias mais versáteis é a inclusão de implantes mamários, que pode ser utilizada com segurança para múltiplas finalidades. Seja para aumentar o volume com fins estéticos, para reconstruções mamárias após trauma ou câncer, ou para simetrizar as mamas em decorrência de síndromes ou causas idiopáticas, os implantes são, sem dúvida, um recurso que não pode ser quantificado de forma objetiva. Embora suas indicações tendam apenas a aumentar, hoje aprendemos a calcular o tamanho e o volume de forma muito mais segura e eficiente.

Técnica

Assim como os implantes, as técnicas de inclusão evoluíram rapidamente. Grandes cirurgiões publicaram trabalhos e criaram técnicas, vias de acesso, modificações e planos anatômicos adequados para proteger corretamente o implante.

Hoje, a técnica pode ser realizada por diferentes vias. A seguir, listamos as mais utilizadas pelas entidades de cirurgia plástica.

Periareolar: desde seu início, esta técnica tem sido a preferida da maioria das escolas norte-americanas. Nela, é feito um pequeno corte na parte inferior da aréola, permitindo introduzir o implante em qualquer um dos planos anatômicos desejados.

Inframamária: talvez a técnica mais conveniente quando se deseja incluir um implante de maiores proporções. O corte é feito no sulco inframamário (abaixo da mama), de modo que a cicatriz fica adequadamente escondida.

Axilar: a introdução do implante pela axila permite esconder a cicatriz e proporciona a cobertura desejada para a prótese. Embora existam algumas limitações, esta técnica pode ser realizada com segurança e com ótimos resultados.

Umbilical: utilizar a cicatriz para introduzir o implante é, sem dúvida, uma ideia atraente para a maioria das pacientes, pela ausência de uma cicatriz evidente. No entanto, esta técnica é restrita ao uso de próteses de solução salina (soro). Elas são introduzidas vazias e depois preenchidas por uma válvula.

Tipos

Os implantes mamários, como mencionado anteriormente, evoluíram rapidamente. Atualmente, existem muitos formatos (anatômicos ou em gota, redondos, cônicos, etc.), além de uma grande variedade de materiais de fabricação e preenchimento (gel coesivo de silicone, poliuretano e solução salina), bem como de dimensões (perfil alto, superalto, base larga, etc.). Isso torna essencial a consulta com um especialista bem treinado, pois a escolha deve se basear em critérios médicos e científicos.

Cuidados

Atualmente, os implantes mamários evoluíram para tornar esta uma das cirurgias mais seguras. Por seu caráter coesivo, as próteses de gel de silicone suportam altas pressões, mas, se por algum motivo forem perfuradas, não se derramam na cavidade. Atualmente, tanto as próteses de poliuretano quanto as de gel de silicone com cobertura texturizada apresentam um índice bastante baixo de contratura capsular.

Os cuidados gerais de qualquer cirurgia, como uma boa alimentação, excelente higiene, repouso e seguir as recomendações do cirurgião, são fundamentais. O retorno às atividades normais deve ser orientado pelo especialista. Exames de imagem devem ser realizados antes da cirurgia para controle e, quando a paciente for submetida a um exame de acompanhamento, deve lembrar ao técnico a presença do implante.

Estas informações são orientativas. Cada procedimento requer uma avaliação médica individual. Os resultados variam de uma pessoa para outra.

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