
Reconstrução Mamária
Reconstrução Mamária
A reconstrução mamária é um procedimento cirúrgico que devolve a forma dos seus seios após uma mastectomia (uma cirurgia que remove suas mamas para tratar ou prevenir o câncer de mama).
História
As primeiras tentativas de reconstrução mamária foram realizadas no final do século XIX. Segundo Wickman, o cirurgião francês Verneuil utilizou, em 1887, parte de uma mama saudável, transferida sobre um pedículo superior para reconstruir a outra mama. Vincenz Czerny, um professor de cirurgia alemão de Heidelberg, publicou, em 1895, um caso de mastectomia subcutânea por fibroadenoma e mastite crônica, no qual utilizou para a reconstrução um grande lipoma, maior que um punho, obtido da região lombar direita. Segundo Czerny, a mama reconstruída mantinha uma boa forma um ano após a intervenção, sem crescimento do lipoma.
Como alternativa à reconstrução autógena, outros cirurgiões desenvolveram materiais para injeção ou implantação mamária na primeira metade e no início dos anos sessenta do século XX. Segundo Glicenstein, as primeiras tentativas de usar materiais estranhos na cirurgia plástica mamária remontam a 1899, quando Gersuny introduziu as injeções de parafina para aumento mamário; Lagarde sugeriu, em 1903, sua utilização na reconstrução mamária. Elas foram abandonadas devido a numerosas e graves complicações locais, como parafinomas, ulceração e fístulas, além de embolias pulmonares, cerebrais e retinianas. Uchida descreveu, em 1961, o uso clínico de injeções de silicone na cirurgia plástica mamária. Assim como ocorreu com a parafina, seu uso foi contraindicado quando surgiram numerosas complicações em pacientes submetidas ao aumento mamário, como granulomas, mastite, destruição do parênquima mamário, drenagem percutânea de silicone e migrações de silicone para áreas distantes, entre outras. Esses problemas frequentemente levaram a mastectomias subcutâneas.

Indicação
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não existem grandes contraindicações para este
procedimento. As melhores candidatas à reconstrução dos seios são adultas em bom estado de saúde, no peso ideal e com condicionamento físico moderado. As pacientes são submetidas a simulação fotográfica, cálculos e testes para determinar a altura adequada do complexo aréolo-papilar.
Técnica
A reconstrução mamária moderna foi favorecida por vários avanços: a tendência a
técnicas de mastectomia menos agressivas, que facilitam a cobertura cutânea; a introdução e o progresso dos implantes mamários de silicone; a colocação submuscular de implantes; a técnica de expansão tecidual aplicada à reconstrução mamária; e grandes avanços no conhecimento anatômico dos diversos retalhos disponíveis,
especialmente os musculocutâneos e os transferidos por microcirurgia. Os maiores autores da cirurgia plástica dedicaram seu trabalho ao tratamento adequado das glândulas mamárias. Nomes como Benelli, Pitanguy, Peixoto e Ribeiro, entre outros, publicaram trabalhos que nos permitem contar com um grande arsenal de técnicas adaptadas à necessidade da paciente.
Embora exista uma máxima na cirurgia de que a melhor técnica é aquela que o cirurgião mais domina, dedicamos grande parte de nosso treinamento ao domínio e à experiência em várias opções cirúrgicas para oferecer às nossas pacientes a melhor opção para sua necessidade específica.
Tipos
Podemos descrever este procedimento como um dos mais variados, com o uso de retalhos, implantes, expansores e transferências de gordura em pacientes após o tratamento de câncer mamário. Escolher o procedimento adequado para cada paciente é um desafio que exige o discernimento e a perícia de um cirurgião plástico.

Cuidados
Uma particularidade deste procedimento é a necessidade quase obrigatória do uso de drenos, de um sutiã
pós-cirúrgico especial e de um curativo na cicatriz com cobertura antibiótica. O movimento dos
braços é limitado durante os primeiros 7 dias, a paciente não deve dirigir seu automóvel entre 20 e 30
dias e deve ter cuidado especial em locais públicos para evitar esbarrar em outras pessoas. Como
em todo procedimento cirúrgico, uma alimentação boa e equilibrada é essencial; uma higiene
especialmente rigorosa e o uso de antibióticos e analgésicos fazem parte do protocolo.
Estas informações são orientativas. Cada procedimento requer uma avaliação médica individual. Os resultados variam de uma pessoa para outra.
